CSI 2011- Concurso de Saltos Internacional (Barcelos)
O Parasitismo nos Equinos



O parasitismo é a doença mais comum dos equinos. E não é de estranhar pois os parasitas internos dos cavalos aparecem em diferente formas infectantes durante o seu ciclo de vida e desenvolvem-se nas pastagens onde os cavalos pastam, treinam e brincam. Os cavalos infestados com parasitas podem apresentar perda de peso, sofrer episódios recorrentes de cólicas ou estados de diarreia severa que em casos extremos podem pôr em risco a sobrevivência do animal. Contudo, estabelecendo um esquema de desparasitação regular eadequado e prevenindo a sua ocorrência, pode ajudar a manter o seu cavalo livre de parasitas.
Infelizmente não existe nenhum programa de desparasitação padrão que sirva para todos os equinos. Cada cavalo tem o seu contexto próprio e são vários os factores a considerar. Devemos ter em conta a idade, sendo que poldros e cavalos jovens são mais susceptíveis a determinados parasitas, a localização, determinados parasitas são mais comuns em certas áreas e climas, as estações do ano, certos parasitas são apenas activos em determinadas épocas do ano, as viagens, cavalos que viajam para concursos ou espectáculos estão mais expostos a cavalos infestados, a densidade de população, muitos cavalos numa dada área de pastagem pode aumentar a exposição aos parasitas e a história prévia de infestação parasitária. Apesar de existirem vários tipos de desparasitantes no mercado, não existe ainda um único produto capaz de eliminar todos os tipos diferentes de parasitas com capacidade de infestar os cavalos. Por tal, é também recomendado a identificação dos parasitas através de de exames fecais parasitológicos  regulares. Desta forma e dado a complexidade de factores, deverá aconselhar-se com o seu Médico veterinário que o ajudará a elaborar um programa eficaz de desparasitação  adequado ao seu efectivo.
De um modo geral, as desparasitações a efectuar em animais de 1 a 3 anos ou éguas em pastoreio devem ser concentradas em Março/Abril  e Setembro/Outubro. Na Primavera e Outono o clima é mais ameno favorecendo a transmissão dos parasitas. As desparasitações no Verão são muitas vezes desnecessárias atendenedo às elevadas temperaturas e consequente decréscimo das populações larvares de Junho a Setembro. Quanto aos potros de mama, poderão ser desparasitados em Junho/Julho e Novembro/Dezembro (durante o desmame) meses de maior eliminação de ovos de estrongilideos por estes hospedeiros.
Para um programa desparasitação eficaz é importante que a intervenção quimica não seja encarada isoladamente. Sendo os parasitas disseminados através do estrume, torna-se imperativo o cuidado adequado dos padocks e pastagens. Assim, é aconselhado a limpeza regular dos mesmos pelo menos duas vezes por semana espalhando as pilhas de estrume com a forquilha para expôr os ovos e larvas ao elementos atmosféricos, mover os cavalos entre pastagens para quebrar naturalmente o ciclo de vida do parasita, agrupar os cavalos segundo a idade por forma a maximizar os esquemas de desparasitação, reduzir a densidade de cavalos por pastagem para reduzir a contaminação fecal, usar comedouros  elevados nos locais onde os parasitas se desenvolvem, usar pastagens mistas com cavalos e ruminantes (ovelhas, vacas ou veados). Adicionalmente e sabendo que a gravidade da  infestação varia com a suspetibidade individual, devemos também reforçar ou suplementar o cavalo, principalmente durante o Inverno, como forma indirecta de reforço das defesas naturais.


Joana Marques, Médica Veterinária

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